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Imposto de renda para médicos: dicas de como fazer o seu

A Amplimed preparou um guia com tudo que você precisa saber para declarar o imposto de renda para médicos.
leão na floresta

O imposto de renda para médicos, assim como para outros profissionais, precisa ser pago anualmente. Essa declaração é um compromisso firmado, onde o pagante prestará suas contas ao Fisco.

Dessa forma, é necessário calcular e organizar os rendimentos, investimentos, dívidas e gastos referentes ao ano anterior.

Mesmo que essa seja uma área fundamental para uma boa gestão financeira da clínica médica, fazer o imposto para médicos pode ser um verdadeiro desafio, já que este é um processo com diversos detalhes e que demandam um nível de atenção que, muitas vezes, um profissional da saúde não pode disponibilizar.

Além disso, não podemos esquecer as outras funções de um médico gestor de clínicas, como atendimento de pacientes, ações de gestão, controle de estoque, cursos de especialização na área, entre outras funções.

A ideia deste conteúdo é abordar as principais dicas para elaborar um imposto de renda para médicos de forma simples e evitando as pegadinhas que essa tarefa implica.

médico escreve em papel

Dicas de como declarar imposto de renda para médicos

Sabemos que declarar o imposto de renda para médicos é uma tarefa meticulosa e que, muitas vezes, não temos o passo a passo guardado em nossas mentes. A intenção deste guia rápido é auxiliar em cada etapa do processo.

Nos próximos parágrafos você encontrará informações de forma prática e elucidativa, disponibilizadas em itens de leitura rápida, para que você possa ler ao mesmo tempo em que junta toda a documentação necessária. Vamos lá?

papéis organizados e separados sobre mesa

Organize o que deve ser declarado no imposto de renda para médicos

Deixar a declaração do imposto de renda para médicos para última hora é um erro que você não deve cometer. O mais indicado é que você comece a se preparar alguns meses antes, separando os documentos que serão declarados. Alguns exemplos são os comprovantes de pagamentos e os recebimentos dos planos de saúde.

Porém, de nada adianta se preparar antecipadamente se durante o decorrer do ano você não manteve suas informações organizadas. Para isso, anote todos os procedimentos realizados na clínica, assim como recebimentos, CPF dos pacientes e plantões, caso houver.

Essas informações precisam constar na sua declaração de imposto de renda para médicos, assim como os documentos que comprovam a validação desses dados. Dessa forma, caso você não faça uma gestão de qualidade durante o ano, será uma tarefa quase impossível levantar todos esses dados antes de declará-los.

Para te ajudar nessa missão, é válido contar com o apoio de um sistema de gestão para clínicas que organize suas informações de um jeito prático e intuitivo. Quando você precisar fazer a declaração do seu imposto de renda para médicos, terá a agilidade que precisa, e auxílio para lembrar de dados importantes.

check list com marcador verde

Levante informações para o imposto de renda para médicos

No site da Receita Federal você pode encontrar fichas de identificação que estão disponíveis para download para realizar a declaração do seu imposto de renda. Esses documentos solicitam algumas informações específicas sobre sua atividade profissional e gestão financeira.

Abaixo, iremos mostrar alguns dados essenciais e obrigatórios para o imposto de renda para médicos:

Código da natureza de ocupação do profissional da saúde

É responsável por identificar como você trabalha. Por exemplo, o código 11 é referente a profissionais autônomos, enquanto proprietários de empresa ou de firma individual usam o código 12.

médica sorri para a câmera

Código referente à ocupação principal

Está relacionado à sua profissão. Os médicos utilizam o código 225.

Número do Registro Profissional

Os profissionais de saúde são obrigados a oferecer essa informação durante a declaração do imposto de renda. O registro profissional médico é o CRM.

mãe leva menina para se consultar com médico

CPF de cada paciente

É solicitado que o médico informe o CPF de cada paciente atendido e que gerou algum rendimento no ano anterior, independentemente do valor do procedimento.

Essa norma está vigente desde 2016 e tem como objetivo permitir que a Receita Federal possa cruzar os dados e analisar se o paciente que declarou uma consulta em seu imposto de renda foi de fato atendido pelo profissional da saúde mencionado.

Rendimento referente a cada paciente

Juntamente com o CPF, também é necessário mostrar o valor por cada paciente dentro da sua declaração, pois isso ajuda a evitar fraudes no imposto de renda.

médica veste máscara e luvas

Plantões médicos

Os plantões médicos também são considerados uma remuneração. Sendo assim, é preciso registrar todos os plantões feitos no ano anterior.

Para isso, é necessário solicitar o informe de rendimentos anuais recebidos com a sua fonte pagadora. Lembrando que esse documento deve ser anexado à declaração.

Rendimentos de investimentos

Informações relacionadas a investimentos precisam estar inseridas na declaração, como valor total investido, lucro obtido até então, imposto a pagar ou retido na fonte e as possíveis perdas que esse investimento gerou. Não esqueça que isso também vale para aplicações isentas de impostos, como a poupança, por exemplo.

gráfico positivo no celular

Dívidas contraídas

É necessário anotar todas as dívidas que o profissional da saúde contraiu no ano anterior juntamente com seus comprovantes e anexar na ficha “Dívidas e ônus reais”. Nessa aba, também estão inclusos financiamentos, empréstimos bancários e consórcios.

Bens adquiridos

Já na ficha “Bens e direitos”, você precisa incluir os documentos de cada bem adquirido. Estão inclusos imóveis e veículos, assim como patrimônios adquiridos à vista ou por financiamento.

CPF do cônjuge

Antigamente, o médico precisava informar o CPF de seu parceiro e detalhar seu rendimento. A partir de 2017, a Receita Federal tem a possibilidade de cruzar os dados em seu banco, necessitando apenas do número do CPF.

CPF dos dependentes

Caso você tenha algum dependente, é necessário registrar seu CPF, independentemente de sua idade, pois a Receita Federal exige essa documentação até mesmo dos recém-nascidos.

Informe de rendimentos do pró-labore e retirada de lucros

Essa informação só precisa ser declarada caso você seja proprietário de uma clínica. Nesse caso, médicos que atuam como pessoas jurídicas precisam declarar o valor do pró-labore recebido no ano anterior, não esquecendo de descontar a previdência e o imposto retido.

Além disso, é necessário registrar toda retirada de lucro que foi escriturada na contabilidade 

detalhe de mãos digitando em teclado

Como evitar os principais erros na declaração

Neste tópico, abordaremos e demonstraremos os principais erros na declaração que podem ser considerados tentativas de fraude:

  • Erros de digitação
  • Omissão de rendimentos
  • Informar deduções falsas
  • Incluir dependente inexistente

Fique atento para não cometer esses equívocos. Afinal, se for confirmada a tentativa de fraude, a multa pode chegar a 20% do imposto de renda para médicos devido, mais juros de mora, além de ser aberto um processo criminal. Então, não adianta alegar que não foi intencional ou que você estava sem tempo para fazer a declaração.

Erros de digitação

Entre todas as atividades da sua rotina diária, você precisa encontrar alguns momentos de concentração para preencher a DIRPF. A atenção é essencial. Afinal, um caractere errado pode trazer muitos problemas.

  • Não use ponto para separar reais e centavos;
  • Evite inserir valores arredondados.

São muitas informações para preencher e o risco de ter algum erro de digitação é significativo. Cuidado!

Omissão de rendimentos

Parece óbvio, mas ainda assim é importante ressaltar: não esqueça de declarar todos os seus rendimentos (e de seus dependentes). Qualquer inconsistência entre as informações declaradas e suas movimentações bancárias, por exemplo, é motivo para cair na malha fina.

  • Resgate de investimentos: declare.
  • Bolsa estágio do filho ou dependente: declare.
  • Pensionamentos: declare.
  • Indenizações em processos judiciais: declare.
nota escrito FAKE sobre teclado

Inserir deduções falsas

Você deve conhecer muitos médicos. Algum desses conhecidos já foi convidado por algum paciente a emitir uma nota por uma consulta que nunca existiu – sob a premissa de deduzir do IR do paciente? Essa ideia é muito frágil. Tenha cuidado se um dia você for convidado a esse tipo de atitude. O cruzamento de informações feito pela Receita Federal está cada vez mais preciso. 

Por isso, também é importante pesquisar bastante antes de inserir qualquer informação como possível dedução. Gastos com materiais escolares, livros e mensalidades de cursos complementares, apesar de estarem relacionados com educação médica, não são dedutíveis.

Incluir dependente inexistente

Uma pessoa só pode ser incluída como dependente em uma única DIRPF. Por exemplo, se um casal tem um filho, este filho só pode ser incluído na declaração de um dos pais. 

Além disso, inclua como dependentes pessoas que você sustente, em que há um vínculo financeiro real. Por isso, tenha sempre em mãos documentos comprobatórios deste vínculo, seja um termo de adoção, termo de guarda judicial, etc. 

É importante destacar que não estamos apontando estes erros como uma má intenção da sua parte. Nosso foco é alertar quanto a equívocos possíveis ao preencher a declaração com pressa ou sem as devidas informações. No fim, o que conta é a precisão e clareza na sua DIRPF do CNPJ da empresa, ainda que a retirada seja isenta de impostos.

aperto de mãos em sinal de sociedade

Rendimentos como sócio de clínica médica

Se você tem rendimentos mensais originados no caixa da sua clínica, você deve declarar como pró-labore. Esse tipo de pagamento é destinado aos sócios de uma empresa que prestam serviços a ela. Por isso, solicite ao contador da sua clínica a Declaração Anual de Rendimentos para ter a exatidão de quanto você recebeu da sua própria empresa.

No momento de preencher a declaração, você deve escolher a opção “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”, colocando os dados da sua empresa como fonte pagadora. Siga estes passos:

  1. No programa da DIRF, abra a ficha “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”;
  2. Preencha o campo Fonte Pagadora com os dados da sua clínica;
  3. Preencha o campo Rendimentos Recebidos de Pessoa Jurídica com o somatório de todo pró-labore anual – use as informações do item Total de rendimentos (inclusive férias) do seu informativo de rendimentos.
  4. Preencha o campo “Contribuição previdenciária oficial” com as informações do respectivo item do seu informe de rendimentos.
  5. No campo, “Imposto de Renda Retido na Fonte” (IRRF), utilize também o valor informado na sua declaração de rendimentos;
  6. Os campos 13º salário  e IRRF sobre 13º salário não são aplicáveis ao pró-labore. Deixe em branco.  

Devo declarar que sou sócio de uma empresa?

Sim. A sociedade em uma empresa é um bem da pessoa física. Ou seja, quando você é sócio de uma empresa tem no seu patrimônio pessoal uma parcela (em cotas) do patrimônio total da empresa.

Para declarar a participação na empresa, você deve preencher a ficha Bens e Direitos. Veja o passo a passo:

  1. No programa da DIRF, abra a ficha “Bens e Direitos”;
  2. Utilize o código “32 – Quotas ou quinhões de capital”;
  3. Informe a localização “105 – Brasil”;
  4. Faça a discriminação;
  5. Valor atual e no ano anterior: utilize o valor que consta no seu contrato social.

Ao discriminar a sua participação, você pode utilizar a seguinte frase:

SÓCIO COM (x) COTAS DA EMPRESA (Razão Social) – (CNPJ)

Você pegou um empréstimo no caixa da clínica?

Isso acontece quando você faz uma retirada do patrimônio da sua empresa com a intenção de devolver o capital posteriormente. Na sua DIRPF, o montante da retirada deve ser declarado como uma dívida.

  1. Utilize a ficha “Dívidas e Ônus Reais”;
  2. Utilize o código 13 – “Outras Pessoas Jurídicas”;
  3. Faça a discriminação da dívida;
  4. Informe o valor da dívida;
  5. Informe o valor pago.

A discriminação da dívida pode ser feita com a seguinte estrutura:

MÚTUO CONCEDIDO PELA EMPRESA (informe Razão Social e CNPJ da sua clínica), NO MONTANTE DE R$ (xx), DEVENDO SER PAGO EM (xx) VEZES.

Mas o contrário também pode acontecer. Você pode adicionar recursos financeiros ao capital da sua empresa. Veja como lançar esse movimento na sua DIRPF.

detalhe de mãos contando dinheiro

Você transferiu recursos para sua clínica?

Ao longo do ano, você pode ter colocado dinheiro no próprio bolso para o funcionamento ou para a expansão da sua clínica. Então, essa transferência precisa ser declarada. Para isso, você precisa classificá-la entre três tipos:

Aporte de capital integralizado

Consiste na transferência financeira para aquisição de mais cotas ou para a ampliação do capital social da sua empresa. Assim, o principal requisito para classificar a transferência como capital integralizado é que esse valor conste em documento oficial, como Contrato Social ou Requerimento de Empresário.

O lançamento desse aporte na sua DIRPF deve ser feito na ficha Bens e Direitos, seguindo os passos que indicamos acima (no subtítulo: “Devo declarar que sou sócio de uma empresa?”)

Aporte de capital não integralizado

Esse é um tipo de transferência em que você adiciona capital à sua empresa sem que esse valor integre o Capital Social. Em outras palavras, é um valor injetado no funcionamento ou na expansão da empresa que não está registrado em contrato social.

Você deve lançar este valor na ficha Bens e Direitos, utilizando o código “99 – Outros bens e direitos”. A discriminação pode ser feita com a seguinte frase:

MONTANTE CONCEDIDO A TÍTULO DE ADIANTAMENTO DE FUTURO AUMENTO DE CAPITAL (AFAC) DA EMPRESA (indicar Razão Social e CNPJ).

Empréstimo concedido para a empresa

Esse tipo de lançamento vale caso você tenha transferido recursos para sua empresa sem a intenção de integrar ao patrimônio. É uma espécie de empréstimo, já que você tem a expectativa de retorno do capital ao seu patrimônio pessoal.

Em contabilidade, este é um tipo de valor classificado como bem a receber. Então, na sua DIRPF, deve ser lançado na ficha de Bens e Direitos, também com o código 99, mas com a seguinte discriminação:

MONTANTE CONCEDIDO A TÍTULO DE MÚTUO PARA A EMPRESA (indique Razão Social e CNPJ). TOTAL DE R$ (xx), COM DEVOLUÇÃO EM (xx) PARCELAS, POR (xx) MESES.

Use o Simulador da Receita Federal

Antes de declarar seu imposto de renda para médicos, é importante saber o valor que você precisará pagar para a Receita Federal e o montante que você pode receber como restituição. Assim, você estará mais preparado quando o momento do pagamento chegar.

Para se certificar desses valores, você pode usar o Simulador da Receita Federal. Além disso, a ferramenta também pode te ajudar a facilitar o processo de declaração de imposto de renda para médicos.

insumos médicos sobre a mesa

Saiba quais itens podem ser deduzidos do imposto de renda

Algumas movimentações financeiras podem ser deduzidas da declaração de imposto de renda para médicos. Isso significa que, quando você declará-las, um valor pré-determinado será deduzido do valor total do seu imposto de renda, fazendo com que você pague menos por essa tributação.

No caso das clínicas médicas, é possível deduzir:

  • Custos com colaboradores e equipe médica
  • Gastos necessários para o bom funcionamento da empresa, como energia elétrica, aluguel, água, etc.
  • Investimentos em especializações e capacitações para profissionais a saúde 
  • Materiais de escritório
  • Insumos médicos
  • Custos com o registro, especificamente o CRM
  • Mensalidade do CRM (Conselho Regional de Medicina) e sindicatos
  • Previdência social e previdência privada
  • Investimentos em marketing e publicidade
  • Doações para causas sociais, médicas e também de direitos da criança e do idoso

Saiba mais sobre as obrigações do Carnê do Leão e do DMED

Os médicos que trabalham como pessoas físicas têm a obrigação de lançar suas receitas e despesas no programa Carnê do Leão todos os meses. Juntamente com esses lançamentos, também é necessário pagar a DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais).

Ao declarar seu imposto de renda para médicos, essas informações também precisam ser enviadas para a Receita Federal.

Já os médicos de clínicas e consultórios que trabalham como pessoa jurídica tem uma documentação diferente chamada Declaração de Serviços Médicos (DMED). Nesse documento, que também deve ser enviado junto com a declaração de imposto de renda, precisam constar os dados dos pacientes atendidos e os valores dos procedimentos realizados.

Revise sua declaração de imposto de renda para médicos 

Declarar o imposto de renda é uma das responsabilidades do médico. Por ser uma tarefa que demanda bastante atenção, não esqueça de revisar o documento antes de enviar, pois isso pode evitar que problemas mais graves aconteçam no futuro, como cair na malha fina, por exemplo.

Caso você envie a declaração do imposto de renda contendo um erro, é possível corrigi-lo usando uma declaração retificadora, que precisa ser enviada o mais rápido possível para que você não sofra nenhuma penalização da Receita Federal.

telas do sistema de gestão em saúde Amplimed

Use a tecnologia da Amplimed a seu favor!

Deu para perceber o nível de atenção e cuidado que o processo de realizar a declaração do imposto de renda para médicos envolve, não é mesmo? Afinal, organizar toda a documentação, informações e comprovantes de um ano inteiro pode ser bem complicado caso você não tenha ajuda da tecnologia.

Você sabia que ter acesso a um sistema de gestão, como o da Amplimed, pode te ajudar a declarar seu imposto de renda para médicos?

Além de facilitar o acesso de todos os dados e documentos necessários para emitir a declaração, você ainda conta com diversas funcionalidades que te ajudam a controlar sua gestão financeira de forma mais eficiente.

Nossa plataforma também conta com outras funções que otimizam a administração do seu negócio, do atendimento até o relacionamento com convênios médicos.

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