O CID 11 6A02 identifica o Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Isso não significa, porém, que ele descreva sozinho todas as características clínicas da pessoa. A CID-11 reorganizou classificações anteriores, reunindo diagnósticos como autismo infantil e síndrome de Asperger em uma categoria mais ampla.
Sendo assim, entender o código 6A02 vai além de saber qual é o CID do autismo. Para profissionais de saúde, conhecer essa estrutura ajuda a relacionar a classificação diagnóstica às informações registradas no prontuário e favorece a continuidade do cuidado.
Neste conteúdo, você vai entender o que é CID 11 6A02, conhecer suas classificações e ver como registrar essas informações no prontuário eletrônico.
O que significa TEA 6A02?
Mais do que identificar o diagnóstico, a classificação permite detalhar características clínicas relevantes para cada situação. No caso do TEA 6A02, os subcódigos permitem especificar características clínicas relevantes e diferenciar situações que não apresentam exatamente o mesmo perfil.
Entre os aspectos considerados estão a presença ou ausência de transtorno do desenvolvimento intelectual e o grau de comprometimento da linguagem funcional. Também existem especificadores relacionados à perda de habilidades previamente adquiridas.
Essa diferenciação ajuda o profissional a evitar o registro de situações clínicas distintas da mesma forma. Assim, uma característica isolada não basta para definir o diagnóstico.
É necessário, na verdade, considerar o histórico do paciente, incluindo déficits persistentes na comunicação e interação social, associados a padrões restritos, repetitivos ou inflexíveis de comportamento, interesses ou atividades.
Por exemplo, uma criança que apresenta atraso de fala, mas não possui os demais critérios clínicos necessários, não deve receber o código 6A02 apenas por essa característica.
Por isso, além de compreender completamente o significado do CID 11 6A02, é importante que o médico utilize um prontuário eletrônico que permita registrar todo o histórico clínico e a evolução do paciente.
Qual é o CID do autismo nível 1?
A expressão “nível 1 de suporte” é utilizada pelo DSM-5 para descrever pessoas com TEA que necessitam de menor nível de suporte. Já o código CID-11 6A02.0 corresponde ao TEA sem transtorno do desenvolvimento intelectual e com comprometimento leve ou ausente da linguagem funcional.
Vale ressaltar, porém, que não é correto tratar automaticamente “autismo nível 1” e 6A02.0 como sinônimos. Isso porque as duas classificações utilizam critérios e estruturas diferentes.
A escolha da categoria da CID-11 deve considerar a avaliação do desenvolvimento intelectual e da linguagem funcional. Portanto, o código é definido a partir das características documentadas, e não por uma conversão automática entre classificações.
O CID-11 inclui deficiência intelectual?
Sim. A CID-11 considera a presença ou ausência de transtorno do desenvolvimento intelectual ao detalhar os subcódigos do 6A02. No entanto, a presença de deficiência intelectual não é necessária para o diagnóstico de TEA.
A classificação contempla, por exemplo:
- 6A02.0: TEA sem transtorno do desenvolvimento intelectual e com comprometimento leve ou ausente da linguagem funcional;
- 6A02.1: TEA com transtorno do desenvolvimento intelectual e com comprometimento leve ou ausente da linguagem funcional;
- 6A02.2: TEA sem transtorno do desenvolvimento intelectual e com linguagem funcional prejudicada;
- 6A02.3: TEA com transtorno do desenvolvimento intelectual e com linguagem funcional prejudicada;
- 6A02.5: TEA com transtorno do desenvolvimento intelectual e ausência de linguagem funcional;
- 6A02.Y: outro transtorno do espectro do autismo especificado;
- 6A02.Z: transtorno do espectro do autismo não especificado.
Já o código 6A02.4, que corresponderia ao TEA sem transtorno do desenvolvimento intelectual e com ausência de linguagem funcional, não faz parte da versão final da CID-11.
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Como registrar o CID-11 6A02 no prontuário eletrônico?

O registro do CID-11 6A02 no prontuário deve refletir a avaliação clínica. A categoria ou subcategoria escolhida precisa ser compatível com as informações disponíveis e com o sistema adotado.
Um fluxo organizado ajuda a manter o diagnóstico conectado ao restante do registro clínico. Veja como estruturar esse processo:
- Documente a avaliação clínica
Registre as informações que sustentam a avaliação, incluindo características observadas, histórico relevante e demais achados clínicos. O código não deve substituir a descrição da situação acompanhada.
- Selecione a classificação adequada
Com base na avaliação realizada, escolha a categoria ou subcategoria compatível com as informações disponíveis. Evite selecionar um código apenas porque ele parece corresponder a uma descrição genérica do quadro.
- Registre informações complementares
Além do diagnóstico, mantenha no registro clínico as informações relevantes para o acompanhamento, como avaliações, intervenções, evolução e observações feitas pela equipe.
- Mantenha o diagnóstico no histórico
Organizar o diagnóstico dentro do histórico do paciente facilita a recuperação das informações em atendimentos posteriores e evita que o profissional precise reconstruir o contexto a cada consulta.
- Acompanhe a evolução longitudinal
O acompanhamento deve permitir atualizar informações conforme novas avaliações sejam realizadas, preservando o histórico e facilitando a comunicação entre profissionais envolvidos no cuidado.
- Por que utilizar um prontuário eletrônico?
A digitalização do prontuário pode facilitar esse processo ao centralizar histórico, linha do tempo de atendimentos e registros clínicos. Na Amplimed, por exemplo, o prontuário é personalizável por especialidade e reúne recursos para organizar essas informações em um único ambiente.
Vale lembrar que a CID-11 é a classificação internacional vigente da OMS, mas sua implementação no Brasil ocorre de forma progressiva.
Ou seja, o Ministério da Saúde prevê o início de uso da CID-11 nos sistemas de vigilância em saúde a partir de janeiro de 2027, enquanto documentos recentes ainda registram o uso da CID-10 em determinados fluxos.
Por isso, durante essa transição, o profissional deve considerar o sistema, o fluxo assistencial e a classificação oficialmente adotada naquele contexto. Para quem usa softwares médicos de saúde, essa mudança também reforça a importância de acompanhar atualizações de terminologias e integração de dados.
CID 11 6A02: mais precisão no registro e continuidade do cuidado
Como você viu até aqui, o CID 11 6A02 não representa apenas um código. É preciso entender como a classificação se relaciona às características clínicas e como essas informações entram no registro.
Centralizar os dados do paciente e demais informações clínicas facilita a consulta ao histórico, reduz retrabalho e melhora a comunicação entre os profissionais envolvidos. Além disso, manter diagnóstico, avaliações e evolução no mesmo ambiente favorece a continuidade do cuidado.
A Amplimed, que já é utilizada por mais de 70 mil profissionais de saúde, oferece recursos para organizar dados e processos em um ambiente digital integrado, de forma simples e segura.
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Perguntas frequentes sobre CID 11 6A02
Ainda tem dúvidas? Confira abaixo as principais perguntas sobre o CID 11 6A02.
Não existe um único código 6A02 específico para a combinação de TEA e TDAH. O TEA é classificado na categoria 6A02, enquanto o TDAH possui sua própria classificação.
Ele significa que o TEA é classificado pela CID-11 dentro da categoria 6A02. A classificação possui subcategorias que consideram desenvolvimento intelectual e linguagem funcional.
A CID-11 não organiza o TEA em “graus”. As características e necessidades de suporte podem variar ao longo do desenvolvimento, e novas avaliações podem atualizar as informações clínicas e os especificadores registrados.


