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Gestão de pessoas na clínica médica

Gestão de pessoas na clínica médica pode parecer algo muito difícil de se colocar em prática. Mas os resultados são muito significativos. 

Você se interessaria por um jeito ou um caminho que fizesse com que os funcionários da sua clínica se tornassem mais comprometidos com a empresa e conseguissem atingir mais metas? 

Essa pergunta é quase que retórica, não é mesmo? 

E se eu te dissesse que além desses fatores mencionados anteriormente, esse novo tipo de cultura organizacional também ocasiona maior índice de qualificação no seu quadro de colaboradores? 

Isso é gestão de pessoas na clínica médica! 

Com o avanço das percepções humanas e com os desenvolvimentos psicológicos e organizacionais, os rendimentos de cada trabalhador passaram a ser associados com a forma que eles se sentem na companhia, ou seja, com o bem-estar profissional. Desta forma, quanto mais os funcionários estão comprometidos com os estabelecimentos, mais metas são atingidas. 

Isso é o que a administração chama de gestão de pessoas. 

O que é gestão de pessoas?

O próprio nome já sugere que existe a participação de seres humanos nesse processo. Gestão de pessoas é o conjunto de técnicas e práticas que são aplicadas com os colaboradores de uma empresa na intenção de garantir desenvolvimento pessoal e profissional. 

A técnica consiste em prestar atenção em cada indivíduo que forma a organização e atender as necessidades plausíveis que cada um carrega. São eles que mediam os objetivos dos colaboradores com os objetivos da instituição. O time de gestão de pessoas tem a responsabilidade de entender o perfil do funcionário, com o intuito de oferecer meios para que ele se sinta bem na empresa.

É uma relação de via de mão dupla. Idalberto Chiavenato é um escritor e professor brasileiro que desenvolveu trabalhos acadêmicos na área de administração de empresas e recursos humanos. Ele fez um estudo em 2005 levantando a ideia de que as organizações são compostas por pessoas e elas são necessárias para atingir metas e cumprir a missão corporativa. Da mesma forma que as pessoas precisam das organizações para alcançar objetivos pessoais. 

Para conseguir bons resultados, as tarefas de quem cuida da gestão de pessoas de uma empresa sempre estão centralizadas em cuidar e compreender os colaboradores para que eles atinjam um nível maior de desempenho e produtividade. Entre as principais atribuições estão: 

  • Desenvolvimento de talentos
  • Promover feedbacks de tempos em tempos; 
  • Garantia de boas condições de local de trabalho; 
  • Conhecer e compreender os perfis de cada colaborador; 
  • Motivar cada um dos funcionários; 
  • Engajar a equipe; 
  • Mediação de conflitos;
  • Realização de treinamentos e palestras; 
  • Conservar um ambiente de trabalho produtivo e saudável   

Pensando nisso, a utilização da gestão de pessoas deve passar pelos seguintes passos: 

    • Aplicação das ferramentas e das estratégias para cada setor
    • Recompensa tanto para o funcionário que fica em um ambiente mais confortável quanto para empresa que se beneficia da melhor produtividade desse funcionário 
  • Desenvolvimento criando a garantia de que toda a estratégia está sendo aplicada
  • Preservação dessas técnicas ao observar o que pode atrapalhar a etapa do desenvolvimento 
  • Monitoramento para verificar se as ferramentas estão sendo eficazes ou se precisam ser substituídas por outras. 

Essa linha de pensamento é importante para que exista o entendimento de que as ferramentas de gestão de pessoas devem ser integradas com os demais processos da empresa. 

Como surgiu? 

No Brasil, os primeiros departamentos pessoais começaram a surgir no século 19, mas apenas com a ideia de estimar os gastos da empresa. Naquela época, os funcionários só eram notados do ponto de vista contábil, financeiro e profissional. 

O cenário mudou um pouco quando a Consolidação das Leis Trabalhistas foi sancionada pelo então presidente Getúlio Vargas em 1º de maio de 1943. 

Como os funcionários passaram a ter direitos trabalhistas, os setores precisaram se preocupar tanto com a parte burocrática quanto com a manutenção dos deveres empresariais estabelecidos na CLT. 

A expressão recursos humanos foi se popularizando na área dos negócios ao passo que realizava essa administração dos funcionários da empresa. 

Alguns acontecimentos foram importantes para lapidar ainda mais as reais demandas deste setor, como por exemplo o início da automação dos processos, novos conceitos do que é liderança, avanço da tecnologia, doenças ocupacionais, modificações no modelo de negócios, novos entendimentos na área da psicologia e da psiquiatria, e as novas gerações entrando no mercado de trabalho. 

Gradativamente, o termo gestão de pessoas tem sido mais aceito no meio empresarial já que a mão de obra tem ganhado mais peso em todo o processo organizacional, uma vez que as pessoas estão sendo percebidas como elementos de grande valia para atingir resultados expressivos de produção ou oferecimento de serviços. 

Todas essas transformações possibilitaram uma humanização nas relações empresariais, porque hoje existe a associação entre rendimento e bem-estar profissional. 

Qual a diferença entre RH e gestão de pessoas? 

São dois segmentos que se complementam e trabalham para o desenvolvimento da empresa. Tanto recursos humanos e gestão de pessoas acabam cuidando de assuntos que giram em torno dos colaboradores. E por terem esse tema em comum, pode parecer que é exatamente a mesma coisa. Mas existem diferenças sutis, mas significativas.  

Geralmente as empresas formam uma equipe para lidar somente com esses assuntos. Esse time costuma fazer parte do setor de RH e também do departamento pessoal. 

A principal diferença entre RH e gestão de pessoas é a responsabilidade que cada um tem. 

Quem compõe o setor de RH precisa focar as atenções no relacionamento entre funcionário e empresa. É essa área que vai se responsabilizar pelos recrutamentos, salários, organizar funções e cargos, benefícios e demissões. 

A equipe responsável pela gestão de pessoas nas clínicas médicas fica empenhada em desenvolver e capacitar as habilidades que cada colaborador possui, independentemente do tipo de trabalho que executa na empresa. 

Se por um lado o setor de recursos humanos pensa em estratégias trabalhistas para gerar amplos resultados para a empresa, o departamento de gestão de pessoas trabalha diretamente no desenvolvimento e engajamento do profissional. 

Mesmo se tratando do mesmo nicho, essa diferenciação é necessária porque delimita quem faz o que. Assim fica mais difícil gerar situações de sobrecarga entre setores e evitar execuções incompletas.  

Qual a importância da gestão de pessoas nas clínicas médicas? 

Na sua rotina enquanto gestor de clínica médica, você já deve ter reparado em como o rendimento dos colaboradores pode mudar a cada dia da semana. Isso inclui fatores externos, como problemas com a família ou até com situações internas, motivadas por fatos que se passam no cotidiano do consultório, como por exemplo uma conversa de corredor ou dificuldades ao exercer a tarefa atribuída. 

Agora imagina se todas as pessoas que fazem parte do quadro de funcionários da sua clínica estivessem motivadas na maior parte do tempo, engajadas com os valores do consultório e comprometidas com as responsabilidades e entregas. O rendimento geral seria mais alto, podendo chegar próximo de produtividade em alto nível, certo? 

A gestão de pessoas na clínica médica existe justamente pra isso. Ao se preocupar com o bem-estar e desenvolvimento de competências de cada funcionário, além de beneficiar o indivíduo, também auxilia nos resultados da sua empresa. 

O departamento de gestão de pessoas é muito importante porque é responsável por entender os desejos de cada funcionário, coordenar cada perfil, e aceitar e processar suas inscrições. 

Se você começar a utilizar a gestão de pessoas na sua clínica médica, vai reparar que: 

  • A saúde física e emocional no meio corporativo mexe diretamente com o tanto que cada um vai conseguir produzir em prol da empresa. 
  • Ao aumentar a eficácia e eficiência das atividades, os trabalhadores podem ficar mais motivados para lidar com situações do dia a dia, incluindo desafios e resoluções de problemas. 
  • Combinado a esses aspectos, a capacitação de funcionários que se dá por meio de cursos, treinamentos e palestras os deixam mais preparados e seguros para lidar com adversidades. 
  • Cada vez que um conflito é resolvido com mais facilidade, tranquilidade e naturalidade, o clima organizacional é transformado para melhor. Isso altera a qualidade de vida no trabalho. 
  • Ao ter um consultório mais equilibrado e composto por equipes produtivas, motivadas e engajadas, o padrão de contratação vai se alterando. Ou seja, as seleções ficam mais apuradas porque o candidato precisa se identificar e enquadrar nesse sistema saudável já desenvolvido anteriormente. 

Esses benefícios estão associados ao lucro do seu consultório. O raciocínio gira em torno de quanto mais motivados e conectados os seus funcionários estão, mais eles produzem. Quanto mais produção existir, mais pessoas serão atendidas para a clínica. Quanto mais os funcionários conseguem se comprometer com os valores da empresa e conseguem resolver problemas com facilidade, menor o custo com as despesas. E, por consequência, se eu tenho um bom faturamento e um baixo índice de despesas, mais rendimentos no final do mês.  

Quais os pilares?

Existem diversas metodologias para conseguir aplicar a gestão de pessoas nas clínicas médicas. Mas todas elas possuem princípios similares na base de construção. Por isso, toda vez que ouvir falar de gestão de pessoas, saiba que também estão falando de: 

Trabalho em equipe para conclusão de tarefas. Os gestores de cada área precisam conhecer os subordinados para entender qual o melhor encaixe. Se cada um puder entregar o que tem de melhor, a produtividade em alto nível fica mais palpável e natural. 

Propósito e vibração são a base do capital humano e precisam estar sempre alinhados.. Funcionários desanimados devido a cultura organizacional, a inflexibilidade, a falta de compreensão dos processos ou ferramentas que não são eficientes podem ter o seu nível de produtividade comprometido.

Feedbacks contínuos demonstram que o líder está atento ao que está acontecendo no setor. Esse momento deve ser utilizado tanto para exaltar pontos que são positivos para empresa, quanto questões que podem ser lapidadas ao longo dos dias. 

Boas seleções e entrevistas são imprescindíveis para contratar pessoas que tenham perfis alinhados com a empresa. Saiba com mais profundidade como selecionar bons profissionais para sua clínica médica aqui.  

Comunicação precisa ser assertiva e lúcida, sem margem para dupla interpretação. Quantos conflitos já foram causados por uma falha no processo de transmissão de mensagens?

Liderança atualizada para que todos os liderados tenham esse gestor como exemplo e como uma base de confiança para desenvolver o trabalho. É essa pessoa que está em posição de destaque que vai, frequentemente, incentivar o desenvolvimento intelectual e tecnológico de cada colaborador. 

Capacitação para que talentos sejam desenvolvidos e potencializados. Quanto maior o investimento em estudos profissionais em cada área do seu consultório, mas funcionários qualificados e bem preparados você terá para atender seu público 

Por onde começar? 

Esse conceito pode ser difícil de ser aplicado em organizações cuja cultura consiste em enxergar os colaboradores apenas como profissionais, tornando a empresa algo mais mecânico e pragmático. 

Então o primeiro passo para começar a utilizar a gestão de pessoas na clínica médica é certificar de que seu olhar é mais humanista e que você concorda que os funcionários precisam exercer a funções distribuídas, mas que eles são muito mais do que isso. 

Superado esse ponto, esse texto vai te dar cinco dicas que podem auxiliar no processo de implementação da gestão de pessoas na clínica médica. São eles: 

1 – Conheça sua equipe 

Esse item faz parte do pacote de habilidades do gestor médico. Pra inserir a gestão de pessoas na clínica médica, é preciso observar o comportamento de cada pessoa que faz parte da sua rotina. Nunca em um tom de julgamento ou avaliação. Mas sim de desenvolvimento de novas percepções e reconhecimentos para melhor enquadrar aquela pessoa aos objetivos do consultório. 

2- Atribua tarefas de acordo com cada perfil profissional

No momento em que gestores médicos reconhecem que cada pessoa tem uma personalidade, uma habilidade e até uma dificuldade, fica mais fácil de perceber que algumas não vão interferir no campo profissional, mas que outras são inevitáveis. Por isso, tente pensar como um quebra-cabeça e analise qual tarefa se encaixa melhor entre os seus funcionários. 

3 – Antecipe problemas 

Nem tudo é previsível, mas depois de anos trabalhando no mesmo ramo, algumas situações já podem ser vistas bem de longe! Por isso, treine a sua equipe para essas adversidades. Esse movimento, além de dar preparo e segurança para esses problemas específicos, também vai fazer com que novos problemas sejam encarados de forma mais leve e com mais capacitação de resolução. 

4 – Tenha certeza que o ambiente de trabalho tem um clima produtivo 

Para isso é necessário que todas as estações de trabalho estejam funcionando perfeitamente e equipadas com o que é preciso para desenvolver determinada função. 

5 – Saiba o momento certo de motivar 

Motivação é algo extraordinário e que pode mudar o rumo de muita coisa. Mas ela deve ser utilizada em momentos e pontos específicos. Se você investir somente no pilar da motivação, a mensagem pode se tornar algo comum e muito semelhante ao cotidiano, perdendo o real poder e finalidade. Se quiser mais dicas de como manter os funcionários motivados, leia esse texto! 

Pode parecer um pouco complexo logo no começo, mas saiba que aderir essas percepções para gerir pessoas pode facilitar o seu caminho e destravar alguns impasses da dinâmica do seu consultório. 

Gostou dessas dicas sobre gestão de pessoas nas clínicas médicas? Saiba que esse é um dos assuntos em que a Amplimed se dedica para auxiliar na sua jornada como gestor médico.

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