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Biossegurança da clínica: conheça as boas práticas

Conheça as normas de biossegurança e saiba como aplicá-las em sua clínica para deixar profissionais e pacientes mais seguros.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) determinou o dia 17 de setembro como o Dia Mundial da Segurança do Paciente. Por isso, colocar a biossegurança em pauta neste momento é mais do que apropriado.

Neste artigo, você entenderá os motivos para se preocupar com a segurança do paciente em sua clínica e como poderá deixar o ambiente mais seguro e qualificado para seus atendimentos.

No entanto, verá, também, que não é possível tratar da segurança de forma isolada para o paciente sem pensar em seus responsáveis ou nos profissionais da saúde.

Confira o que você encontra por aqui:

O que é biossegurança?
Por que se preocupar com a biossegurança?
Quais são os riscos?
Como aplicá-la em sua clínica
Regulamentação da biossegurança no Brasil

Médica atendendo paciente idosa. Ambas de máscara.

O que é biossegurança?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece que a biossegurança é:

Condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente.”

Já o livro Biossegurança: uma abordagem multidisciplinar, organizado por Pedro Teixeira e Silvio Valle, define como:

“a biossegurança é o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, visando à saúde do homem, dos animais, a preservação do meio ambiente e a qualidade dos resultados”.

O acréscimo da qualidade dos resultados nas características é de grande importância na área da saúde, posto que não basta que os procedimentos sejam seguros, é necessário que eles também sejam eficientes.

Mãos com luvas azuis seguram lamina com agentes biológicos

Por que se preocupar com a biossegurança?

Toda profissão apresenta riscos para os profissionais que a exercem. No caso da área da saúde, os riscos podem atingir tanto profissionais quanto pacientes.

Eles vão além dos perigos de queda ou erros gerados por informações conflitantes nos dados dos pacientes no prontuário. São biológicos e, com normas que prezam pela biossegurança, é possível evitá-los ou extingui-los. 

A disseminação de patógenos conservados em laboratório ou a contaminação por vírus, bactérias, fungos, protozoários e parasitas, quando não controlada, pode ser grave ou, ainda, fatal para quem está no mesmo ambiente.

A ideia de fazer com que os estabelecimentos se conscientizem e se adequem às regras de biossegurança é, justamente, evitar o contágio por vias respiratórias, digestivas ou, até mesmo, cutâneas.

A preocupação com as regras de biossegurança permite que as taxas de contaminação diminuam, enquanto a qualidade dos serviços prestados se mantém intacta.

Médicos mapeando e analisando riscos

Quais são os riscos?

Apesar da biossegurança tratar dos riscos de origem biológica, é inevitável colocar em pauta aqueles de origem ocupacional.

As cinco modalidades podem ser divididas da seguinte forma:

  • Riscos biológicos: acontecem quando colaborador ou paciente têm contato direto com um patógeno e se encontram sob risco de contaminação. Lembrando que os agentes patogênicos podem ser vírus, bactérias, protozoários, bacilos, parasitas e fungos;
  • Riscos físicos: se propagam por ondas, pelo ar, e são considerados os agentes causadores. Aqui, se enquadram ruídos, pressão anormal, frio, calor, umidade e radiação;
  • Riscos químicos: assim como a exposição aos agentes biológicos, a exposição aos químicos também representa riscos. Neste caso, estamos falando de poeira, neblina, névoa, gases e compostos ou produtos químicos;
  • Riscos ergonômicos: são os responsáveis por gerar as lesões por esforço repetitivo (LER’s), por prejudicar a saúde corporal do trabalhador por má postura, esforço físico inadequado, intrajornada, esforços repetitivos e situações de estresse físico e psicológico;
  • Riscos mecânicos: acontecem por maquinários com manutenção escassa, são os chamados acidentes de trabalho. Quando um profissional está desprotegido, sem equipamentos, com iluminação do ambiente precária, problemas elétricos, risco de incêndio ou trabalha próximo a animais peçonhentos. 

Máscaras descartáveis em lixo hospitalar

Como aplicá-la em sua clínica

Algumas medidas podem e devem ser tomadas para que a sua clínica esteja de acordo com as regras de biossegurança.

Para isso, algumas regras foram estipuladas pelo anexo à Portaria nº 25, de dezembro de 1994.

Nele, ficou determinado o mapa de risco que deve ser seguido pelas clínicas e hospitais para aumentar a segurança no trabalho para os profissionais da saúde:

“1. O Mapa de Riscos tem como objetivos:

a) reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa;

b) possibilitar, durante a sua elaboração, a troca e divulgação de informações entre os trabalhadores, bem como estimular sua participação nas atividades de prevenção.


2. Etapas de elaboração:
a) conhecer o processo de trabalho no local analisado:

– os trabalhadores: número, sexo, idade, treinamento profissionais e de segurança e saúde, jornada;
– os instrumentos e materiais de trabalho;
– as atividades exercidas;
– o ambiente.

b) identificar os riscos existentes no local analisado, conforme a classificação da tabela I;

c) identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia:

– medidas de proteção coletiva
– medidas de organização do trabalho
– medidas de proteção individual
– medidas de higiene e conforto: banheiro, lavatórios, vestiários, armários, bebedouro, refeitório, área de lazer.

d) identificar os indicadores de saúde:

– queixas mais freqüentes e comuns entre os trabalhadores expostos aos mesmos riscos;
– acidentes de trabalho ocorridos;
– doenças profissionais diagnosticadas;”

Cada um dos riscos ocupacionais é representado no mapa por uma cor diferente, sendo verde para riscos físicos, vermelho para riscos químicos, marrom para riscos biológicos, amarelo para riscos ergonômicos e azul para riscos de acidentes.

Fora do campo ocupacional, no que diz respeito ao paciente e sua saúde, outras medidas práticas devem ser tomadas para que a biossegurança seja aplicada na clínica. São elas:

  • Higienização: o hábito de lavar as mãos constantemente e da forma correta para que não haja contaminação; descarte correto de equipamentos de proteção do profissional da saúde e do paciente, como luvas, que podem ser agentes de contaminação;
  • Organização do espaço: determinar quais são as áreas e pacientes que precisam de isolamento e cuidados especiais para sua segurança;
  • Equipe instruída: para que os protocolos sejam seguidos corretamente, é necessário treinamento constante, especialmente se houver uma alta rotatividade no estabelecimento;
  • Descarte correto: para mitigar a contaminação, o lixo hospitalar deve ser separado de maneira adequada;
  • EPI’s e EPC’s: entre os equipamentos de proteção, temos os individuais e os coletivos. No primeiro, luvas, aventais e máscaras, todos descartáveis e que visam diminuir a contaminação; No segundo, kits de primeiros socorros podem ser considerados.

Regulamentação da biossegurança no Brasil

Assim como a teleconsulta viu a necessidade de se regulamentar após o período da Covid-19, em que o atendimento à distância se tornou uma das únicas alternativas, a biossegurança no Brasil também precisou de um marco para criar a sua normativa.

Isso aconteceu quando, em meados de 1970, notou-se a necessidade de controle de infecções em laboratórios.

Foi então criada, em 1995, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança que, mais tarde, em 2005, abriu espaço para o Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS), órgão regulamentador da segurança biológica no país.

Seguir a normativa de biossegurança é mais simples do que parece e, hoje, com recursos tecnológicos, é possível fazer ainda mais por pacientes em risco iminente de contágio, imunossuprimidos ou em idade avançada.

Isso porque a teleconsulta abriu espaço para o cuidado humanizado sem que seja necessária a locomoção até um lugar de risco para essa parcela da população.

E, mesmo quando é necessário o exame clínico presencial, ainda é possível solicitar que ele seja feito via home care, diminuindo as chances de contaminação e aumentando a segurança dos pacientes.

Conheça o módulo de teleconsulta da Amplimed e deixe seus atendimentos ainda mais seguros.

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