Estamos em conformidade com as normas LGPD e a resolução CFM/2299 – saiba mais

Metaverso e o futuro da medicina: é só o começo

Metaverso futuro da medicina

Compartilhe esse artigo em suas redes

Pop up de notícias sobre a CFM, regulamentação da Telemedicina no Brasil

Apesar de muito se falar sobre, especialmente por ser uma das pautas tecnológicas centrais dos últimos anos, a abordagem do metaverso na medicina ainda precisa ser intensamente debatida e sutilmente colocada em prática, assim como qualquer novidade que se proponha ser implementada em um campo que cuida da saúde e bem-estar.

Para entendermos como funcionaria sua aplicação em um campo específico como o da área da saúde, é necessário compreendermos primeiro o conceito macro de metaverso. 

Meta significa “além de”, e traduz essa quebra de fronteiras que a nova tecnologia propõe, já “verso” refere-se ao nosso universo, tudo que é real e tangível. Então, podemos dizer que o metaverso é esse avanço para além do mundo real.

Mas como isso é possível na prática? Há algo que transcenda o universo que a gente conhece? Uma tecnologia que nos permita ver além? E, se ela existe, é possível interagir com essa nova realidade, ou apenas apreciá-la?

A resposta para todas essas perguntas está nas três divisões básicas do metaverso, as três tecnologias primordiais que fazem parte desse novo conceito de visualização do mundo. São elas: a realidade virtual (já utilizada amplamente no campo médico), a realidade aumentada e a realidade mista.

As subdivisões dentro do metaverso e suas particularidades

As três principais divisões que foram brevemente apresentadas são as responsáveis pela notável evolução da tecnologia. É um sistema que se preocupou em desenvolver, sem passos apressados, todas as suas ferramentas até chegar, efetivamente, no metaverso que nos é apresentado hoje.

Passando desde um ambiente em que assistimos uma realidade desejada, até um em que interagimos levemente com ela, e, finalmente, um que é tão desenvolvido ao ponto de pertencermos ao mesmo universo.

Realidade Virtual

Aposto que em algum momento, no começo da implementação dessa tecnologia, você já se deparou com uma instalação em shoppings centers, ou mesmo supermercados, em que pessoas vestiam óculos enormes, e agiam pouco de acordo com aquele ambiente externo no qual você também estava inserido.

Exatamente porque elas não enxergavam o mesmo ambiente que você.

A RV nos insere em uma nova realidade, de forma exclusiva. Perdemos a referência do mundo externo ao entrarmos nela, através de um gadget como os headsets, esses enormes óculos.

A partir do momento em que os veste, essa pessoa experiencia apenas a realidade apresentada por ele, em um outro cenário, com novos personagens.

Na medicina a realidade virtual já avança a passos largos, especialmente no tratamento da dor ou diagnósticos psicológicos, como fobias. 

Um videogame chamado SnowWorld foi desenvolvido pelos professores Hunter Hoffman e David Patterson, visando abrandar os incômodos de dor causados em pacientes que sofreram lesões por queimaduras. 

E a estrutura do jogo é muito simples, em isolamento total do ambiente externo através de gadgets como óculos de realidade virtual e fones de ouvido, o paciente lesionado é inserido em um ambiente congelante e deve cumprir a tarefa de jogar bolas de neve em um pinguim. Só isso.

Mas como uma tarefa tão simples como jogar bolas de neve em um pinguim, em uma simulação, pode amenizar a dor de durante a reabilitação de um trauma severo provocado por fogo?

O objetivo é tratar o psicológico para que o paciente não associe instrumentos de tratamento e outros artefatos que lembrem o trauma e a dor, e, ser inserido nesse novo ambiente do jogo é uma maneira de tirá-lo do contexto da realidade que ele conhece, onde ela está localizada.

Segundo o estudo e relatório de Hoffman, cerca de 50% da atividade cerebral relacionada à dor diminuiu enquanto os pacientes jogavam o videogame.

realidade aumentada

Realidade Aumentada

Se a realidade virtual te retira totalmente do ambiente real através dos gadgets, a aumentada os utiliza para complementar o cenário já existente ao seu redor.

Um bom exemplo disso são os aplicativos de celulares que, com a câmera ligada e capturando exatamente a imagem que os nossos olhos veem, sobrepõe a ela novos elementos, pertencentes a realidade aumentada. 

Talvez o mais famoso e um dos pioneiros nessa família de aplicativos seja o PokemonGo. Febre da época, ele inseria os personagens do desenho animado em cantos já conhecidos, inclusive da própria casa dos jogadores, para que fossem capturados. Era a interação entre mundo real e virtual em sua melhor forma.

Mas a aplicabilidade desse recurso na medicina trouxe avanços fundamentais tanto em tratamentos psicológicos, tal qual a realidade virtual, quanto em tratamentos cirúrgicos e de alta precisão.

Se um paciente sofre de alguma fobia relativa à diferentes espécies de insetos, é possível que um tratamento adequado conte com recursos da realidade aumentada para colocá-lo em um cenário no qual esse inseto passeia por sua mão, e, assistindo aquilo, ele seja capaz de, com o tempo, controlar esse trauma.

Mas vamos ainda mais a fundo nos passos largos que essa ferramenta tecnológica pode dar em direção ao futuro da medicina.

Um procedimento relativamente simples para o alívio de dores crônicas é, muitas vezes, uma infiltração com analgésicos ou anti-inflamatórios. Simples porque se trata de uma injeção no local exato da dor. Apenas isso.

Mas algumas barreiras, como dificuldade em acessar essa posição ou então uma dor extremamente migratória que exigia uma precisão maior, foram encontradas. Hoje, algumas dessas infiltrações precisam ser realizadas com o apoio da ultrassonografia, como forma de mapeamento da região e menor transtorno em sua aplicação, tanto para médico, quanto para o paciente. 

Agora, imagine que um gadget como simples óculos pode, na realidade aumentada, fazer com que procedimentos ainda mais complexos sejam precisamente realizados, pois será possível mapear, na própria pele do paciente, imagens de ressonâncias magnéticas e tomografias, servindo como guia até mesmo para cirurgias. 

É essa a premissa do ProjetoDR, desenvolvido pela Universidade de Alberta, no Canadá. Em 2020 as primeiras neurocirurgias utilizando RA foram realizadas.

Essa evolução tecnológica é essencial para a assertividade em tratamentos e procedimentos delicados, já que, além de conseguir projetar imagens de exames na pele, ela também possibilita a visualização 3D e em tamanho real de órgãos internos do corpo humano.

O campo acadêmico também tem muito a ganhar em estudos de caso e descobertas com maior velocidade utilizando realidade aumentada, uma vez que será possível 

Realidade mista

Muitos confundem os conceitos de realidade mista e aumentada, mas é compreensível, já que são realmente parecidos. Podemos dizer que a segunda é o aperfeiçoamento da primeira.

Trazendo para um contexto prático da área da saúde, um bom exemplo é: se colocarmos aquele órgão 3D da realidade aumentada na realidade mista, um médico que dê a volta nele verá suas laterais, bem como a parte traseira.

Mas quando enxergamos o mesmo órgão em realidade aumentada, sua face frontal acompanha os movimentos do médico, girando com ele e permitindo que essa fosse sua única visão.

A Microsoft desenvolveu um dos gadgets mais eficientes dessa realidade, a HoloLens, óculos de realidade mista que impactam positivamente os tratamentos e atendimentos médicos.

Já é possível atrelar essa tecnologia à produção de próteses personalizadas utilizando a projeção 3D e, posteriormente, a impressão.

Além disso, em um presente em que telemedicina já se mostra recorrente e em um futuro em que se desenvolverá cada vez mais, um recurso que torna a aproximação física com o paciente possível, mesmo a quilômetros de distância, é extremamente bem-vindo.

Uma das questões mais frequentes quando falamos de teleconsulta ainda é o olho no olho, o trato humano, um exame clínico com uma anamnese atenta, a relação médico-paciente. Isso tudo já é possível com a plataforma de telemedicina Amplimed, e o metaverso é, certamente, a versão de algum lugar do futuro desse sistema, que colocará médico e paciente no mesmo ambiente, lado a lado, mesmo em lados opostos da cidade. 

metaverso Amplimed

Como fica a segurança de dados no metaverso?

Como sempre falamos de armazenamento em nuvem quando tratamos de segurança e aplicações gerais da Lei de Proteção de Dados, podemos dizer que, por ser o metaverso um caminho para o futuro ainda muito recente, algumas de suas soluções em segurança ainda são um tanto nebulosas. E não estamos falando sobre aquela nuvem amiga.

Com o tempo, muito estudo e tentativas de aplicabilidade, o metaverso com certeza se aprimorará dentro da legislação para que os dados confiados a esse ambiente permaneçam nele.

Mas é indispensável garantir que, qualquer novidade que surja nesse caminho e seja admitida como uma solução de saúde, passe pela aprovação da ANVISA e órgãos necessários, e que todos os dados pessoais coletados de pacientes precisem de um acordo de todas as partes em termos de privacidade. Proteção em um ambiente tecnológico permanece sendo primordial no presente, e assim será no futuro da medicina.

Como a Amplimed te ajuda a participar ativamente desse futuro?

Nós temos tudo o que é necessário para que esse futuro comece agora – menos os óculos, mas vamos anotar essa ideia aqui e deixar na nossa nuvem.

Para se sentir seguro em colocar seu gadget e partilhar a mesma experiência que o seu paciente em um ambiente virtual em comum, você precisará ser craque em conexões de telemedicina. Para isso é possível utilizar, desde já, um ambiente intuitivo como o da Amplimed.

E um software de saúde que hoje já se preocupa e se enquadra na Lei Geral de Proteção de Dados serve como um facilitador para quando a tecnologia do metaverso estiver disponível em larga escala, mas ainda deixando em seu rastro algumas dúvidas sobre segurança.

Um facilitador final é o nosso sistema de mídias do paciente, exames que podem ser facilmente anexados e acessados – pelo médico – através de QR code, e que, em um futuro breve, poderão ser projetados, com a ajuda do metaverso, na pele de cada um.

Para entender como o sistema Amplimed pode ser a ponte entre a sua clínica e o futuro, basta preencher o formulário abaixo e começar seu teste grátis.

Compartilhar em:

Olá amigo(a), conheça o software Amplimed, feito por médicos, com a intenção de contribuir com o ecossistema da saúde de forma digital.
Doutor marcos andré
Marcos. A. Sonagli
Ortopedista
5/5
"A Amplimed é uma empresa séria e competente, presta um serviço de referência no atendimento e suporte ao cliente. O sistema é de fácil manuseio, oferece suporte instantâneo, possui múltiplas funções que facilitam a organização da sua clínica."
Que tal testar grátis o sistema Amplimed?