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Home care: como funciona?

home care como funciona

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Embora exista há algum tempo, o serviço de home care tem se popularizado no Brasil apenas de 2014 para cá. De acordo com informações do Núcleo das Empresas de Serviço de Atenção Domiciliar (Nead), 300 mil brasileiros foram atendidos nesse formato em 2019. O número tende a crescer cada vez mais devido às condições impostas pela pandemia da Covid-19. 

Pensando nisso e na necessidade de se atualizar sobre o assunto, a Amplimed fez esse texto para você entender pontos importantes do tema, como por exemplo: 

  • O que é
  • Como o serviço funciona 
  • A quem ele se destina 
  • Home care particular, pelo convênio e no SUS
  • Quais são as principais exigências e normas do setor
  • Quais são os benefícios e vantagens 
  • Quais são os desafios 
  • Como iniciar o oferecimento desse trabalho 
  • Como a tecnologia pode influenciar as práticas de home care 

O que é? 

Home care é a expressão da língua inglesa utilizada para falar de cuidados médicos que são recebidos dentro da própria casa do paciente. 

Esse trabalho não é feito apenas por médicos, mas sim por dezenas de outros profissionais que fazem parte da área da saúde e que podem contribuir de alguma forma para o quadro clínico em específico. 

Home care pode funcionar quando o paciente ainda precisa de exercício rotineiros de higiene, reabilitação motora, cuidados alimentares e nutritivos, medicações constantes ou de aparelhos para garantir a existência da vida, como a ventilação pulmonar. 

Como funciona o home care?

Não é qualquer pessoa que pode ter acesso ao home care. O paciente pode manifestar desejo por livre espontânea vontade, mas o médico precisará realizar uma avaliação e fazer todos os registros no prontuário. Por mais que haja equipamentos de manutenção à vida, o requisito básico é estabilidade no quadro clínico. Os casos mais comuns de serem transferidos para home care são:

  • Idosos; 
  • Pessoas com problema de locomoção; 
  • Pessoas com doenças crônicas, principalmente as respiratórias; 
  • Casos clínicos mais graves, como pacientes da oncologia; 
  • Pessoas com histórico constante de internações;
  • Pessoas com doenças autoimunes; 
  • Deficientes físicos ou mentais;
  • Pessoas que estão no momento pós-operatórios.  

As equipes são compostas por diversos tipos de especialistas: médicos, enfermeiros, cuidadores, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. A coordenação desse time fica por conta do médico responsável pelo caso.  A dinâmica da prestação de serviço funciona de duas maneiras principais: 

Atendimentos eletivos: são práticas ambulatórias em que o paciente necessita de forma recorrente. Por exemplo a fisioterapia. Para que a pessoa não precise ir todos os dias até a clínica (em alguns casos até mais de uma vez ao dia), o atendimento é feito em casa em horários pré-definidos. Importante frisar que a mesma quantidade de práticas que seriam feitas dentro de um hospital precisa ser feita na casa do assistido também. 

Internações: quando o paciente precisa de cuidados diários. Nesse caso é preciso montar um leito dentro da residência do paciente com todos os instrumentos necessários para fornecer o cuidado e apoio ao tratamento. O trabalho dos enfermeiros e dos cuidadores tendem a ser 24h por dia e sete dias por semana.

Caso o médico que estava cuidando de determinada pessoa no hospital não puder ou não queira desempenhar essa tarefa em caráter domiciliar, ele precisará indicar outro profissional capacitado para isso e informar tudo a respeito do quadro clínico do paciente. 

Depois dessas definições iniciais, um plano é montado para que as demandas físicas, comportamentais, psicológicas e sociais sejam devidamente atendidas.

Formas de disponibilizar o home care 

Mesmo que um caso seja identificado como ideal para home care, o formato em que ele será aplicado precisa ser estudado. 

Existem empresas privadas que oferecem esse tipo de atendimento e cobram um valor por isso que é desembolsado pelo próprio paciente ou familiares, basta apenas fazer a contratação. 

Para quem tem planos de saúde, a liberação deve ser feita pela instituição e uma justificativa médica precisa ser encaminhada para que entendam a real necessidade clínica, uma vez que a modalidade não é obrigatória. A Agência Nacional de Saúde Suplementar é quem define quais especialidades podem ser oferecidas pelas operadoras. 

No caso do Sistema Único de Saúde, o Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) é fornecido por meio da emissão de um alvará de um órgão sanitário. 

Todos os direitos desse âmbito público estão assegurados por meio da Resolução RDC Nº11 de 2006; pela Lei 10.424 feita em 2002 e pela Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária nº 50, também de 2002.

Acontece que nem todas as cidades brasileiras ofertam esse programa, porque é necessário que os municípios tenham mais do que 20 mil habitantes e forneçam Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). 

Benefícios 

benefícios de home care

Alguns benefícios clínicos podem ser notados em pacientes que estão sob os cuidados do home care. São eles: 

  • Deixar o paciente em um ambiente mais conhecido e seguro, como o da própria casa. 
  • Manter o contato limitado com os familiares e amigos, sem depender de horários de visita ou revezamentos para que ele tenha um acompanhante no hospital tradicional.
  • Esse contato mais intenso com os familiares faz com que todos eles estejam mais envolvidos e engajados com a enfermidade do membro da família. Isso pode facilitar o processo de cura ou, pelo menos, estabelecer mais empatia durante o processo. 
  • Mais humanização no tratamento 
  • Mais atenção aos princípios da bioética 
  • Redução dos riscos de uma internação prolongada, como infecção hospitalar

Vantagens 

A prestação de serviço em formato de home care pode trazer algumas vantagens para a ala médica, principalmente no que diz respeito à logística e forma de funcionamento da dinâmica diária. Os três pontos mais evidentes são: 

  • Ao trabalhar com cuidados residenciais, os custos assistenciais em relação a uma infraestrutura hospitalar são menores; 
  • Com o home care, nem todos os pacientes que demandam atenção contínua estão internados em um hospital. Por algumas pessoas estarem em casa, há liberação de leitos nas instituições, o que garante a prestação de serviços médicos para uma maior parte da população; 
  • Essa área demanda especialistas de áreas distintas. Isso favorece o emprego de mais profissionais da área da saúde, ampliando o horizonte de locais de atuação. 

Desafios 

Toda prestação de serviço tem vantagens e desvantagens. No home care não é diferente. Por isso, listamos alguns desafios que você pode encontrar tanto no momento de implementação da logística quanto no dia a dia: 

  • Falta de infraestrutura adequada
  • Falta de investimentos para usufruir de boa qualificação profissional 
  • Boa noção do que está incluso no cuidado home care e o que não está. Podem existir situações em que limites sejam ultrapassados pelos familiares. 
  • Resistência dos pacientes para o tratamento 
  • Estabelecer boa comunicação tanto entre os profissionais que fazem o atendimento, quanto com os feedbacks que a família precisa 

Como atuar na modalidade home care?

Pode parecer básico, mas o passo número um para começar a atuar na área de home care é ser do ramo da saúde com as devidas formações exigidas em cada área. Na parte acadêmica, existem alguns cursos voltados especialmente ao cuidado domiciliar. Eles podem ser uma boa pedida para aprofundar ainda mais os conhecimentos e ganhar novas noções sobre o tema. 

Também é necessário ter atenção aos instrumentos e equipamentos que serão utilizados nesse formato. O que faz total sentido e é prático para um hospital ou uma clínica, pode não ser para uma casa adaptada. Você pode fazer uma pesquisa de acordo com a situação clínica do paciente que você vai atender para compreender quais são os recursos mais atuais e compactos para oferecer um serviço de qualidade. 

A comunicação nessa área é vista como condição básica. A partir da elaboração do plano de tratamento, os profissionais precisam conversar para ver o que está funcionando e o que pode ser aprimorado para melhorar o atendimento.

E por último, mas longe de ser o menos importante, a empresa que presta atenção domiciliar precisa estar ciente e cumprir padrões legislativos que são impostos para a prática no Brasil Hoje. 

Exigências e Normas regulamentadoras 

A principal legislação que regulamenta o exercício do home care no Brasil foi feita pelo Conselho Federal de Medicina e está prevista na Resolução nº1.668 de 2003

O documento foca em elencar todas as normas técnicas do setor e que são necessárias para prestar assistência domiciliar. Ele também define quais são as obrigações e responsabilidades dos médicos que participam do processo e de hospitais e clínicas (sejam elas públicas ou privadas) que oferecem esse tipo de atendimento. Confira os pontos mais importantes: 

  • Cada médico pode, no máximo, cuidar de 15 pacientes em assistência residencial 
  • Em caso de óbito durante a prestação de serviço domiciliar, o médico que estava assistindo o paciente é o responsável pela emissão da declaração 
  • Todas as empresas que fazem internação domiciliar precisam estar cadastradas no Conselho Regional da cidade que atende
  • As empresas que trabalham nesse regime devem ter a garantia de que a internação do modo convencional poderá ser feita novamente se o caso se agravar ou tiver alguma intercorrência na qual o tratamento domiciliar não supra as necessidades.  
  • Garantir ambulância para remoção do paciente de acordo com as necessidades clínicas de cada caso atendido 
  • A empresa tem que oferecer recursos para tratamento, diagnóstico, cuidados especiais, medicamentos e materiais necessários 
  • Serviço de urgência, que pode ser próprio ou contratado, em plantão de 24h. 

Aparelhos e equipamentos disponíveis 

Para montar toda a infraestrutura, a família precisa garantir que o espaço possa prover algumas coisas básicas no quesito sanitário e também para tornar mais fácil o manuseio de alguns equipamentos. Essa orientação pode surgir da equipe médica. Por exemplo: 

  • Tapetes emborrachados são melhores escolhas para o banheiro do que do de tecido;
  • É indicado que a roupa de cama seja trocada diariamente; 
  • A casa precisa, imprescindivelmente, ter energia elétrica para deixar os ambientes sempre claros e iluminados; 
  • O ideal é ter um quarto que será utilizado somente pelo paciente. Ao menos duas tomadas precisam ter nesse local para evitar sobrecarga; 
  • Barras de apoio são uma boa pedida para o apoio no banheiro; 
  • A casa precisa ter água potável e de boa qualidade; 
  • Existe algum móvel que dificulta a locomoção? Ele pode ser colocado em outro local?

Relação entre o home care e a telemedicina 

telemedicina e home care

Algumas pessoas podem ter dúvidas da real diferença entre oferecer serviços de home care e telemedicina. 

Home care é um sistema complexo que serve para dar andamento ao tratamento do paciente de um jeito mais confortável e o preservando de possíveis danos ao ficar internado em um hospital por muito tempo. Para que isso aconteça, toda uma adaptação precisa ser feita. Sem contar a utilização de diversas técnicas da área da saúde, como já foi mencionado nesse texto anteriormente. 

Dependendo do quadro, ainda mais se for de internação, os profissionais precisam estar no local o tempo todo, necessitando de um revezamento entre eles para dar conta da carga horária. 

A telemedicina, no entanto, é uma tecnologia usada para aproximar médicos e pacientes por meio das consultas feitas por videochamada. Mas o contato não é constante. Na verdade, é bem pontual e, após as consultas, o paciente precisa fazer exames e procedimentos que nem sempre acontecem dentro da própria residência. 

Mas a telemedicina pode ser usada como uma ferramenta do home care. Nos momentos de consultas nas especialidades, os encontros podem ocorrer de forma virtual sem que o médico precise se deslocar até a casa do paciente.

Exames mais simples podem ser feitos por técnicos e os resultados podem ser disponibilizados de forma remota com a utilização do acesso na nuvem. 

Prontuários eletrônicos são um excelente recurso para médicos que praticam o home care e atendem por telemedicina. 

O sistema da Amplimed fornece todas essas ferramentas digitais para facilitar a implementação do home care na sua clínica. Além do que já foi citado, o software ainda conta com prontuário por especialidade e integração com o módulo de faturamento. Tudo isso com certificado digital e totalmente enquadrado às novas leis de proteção de dados. 

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Olá amigo(a), conheça o software Amplimed, feito por médicos, com a intenção de contribuir com o ecossistema da saúde de forma digital.
Doutor marcos andré
Marcos. A. Sonagli
Ortopedista
5/5
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